AVATAREste filme mexeu muito comigo.
É intenso em suas mensagens. Não falo dos efeitos especiais e da alta tecnologia digital, que são estonteantes, mas de tudo que aborda e tenta nos despertar, principalmente da sensibilidade, respeito e comunhão com a Terra ou terra.
Me tocou pela simplicidade da mensagem maior: de se deixar viver conectado com natureza e do quanto estamos afastados dela, mergulhados na selva urbana. Lendo o artigo "Avatar e a Síndrome do Invasor" de Marina Silva, lembrei de cheiros e travessuras de minha infância, do quanto gostava de observar a chuva, olhava horas a fios, fascinada, os fortes pingos que caiam formando buracos na terra. Lembro-me que quando a chuva passava, corria para o quintal, sentia, cheirava e via natureza viva, através da terra molhada, das flores. era uma festa de cor e sons.... rs! Os insetos e pássaros ficavam alegres, agradecidos. O local que aqui me refiro é o jardim e quintal da casa de minha mãe, antes tão grande para minhas travesuras de menina rs! Tudo bem...... de vez em quando pulava para as terras dos visinhos, tempo das cercas de arames. Até hoje tenho cicatriz na perda de uma dessas invasões rsss. era muito bom! Eu e meus amigos visinhos corríamos (eram quilômetros!!! não haviam tantas construções nessa área do meu bairro), pulávamos, subíamos em árvores. Ao fim de tarde, lá estava dona Izalta (mães dos meus visinhos) a gritar, nos chamar para o café com pão ou suco espumoso e delicioso de limão. Puxa! Que saudade!
Não é historinha, não, vivi tudo isso! Avatar me tocou, provocando reações, uma vontade de sacudir o homem, pelo menos meus alunos rsssss.
ah, se o homem fosse menos obsessivo pelo poder, pelo consumismo e despertasse do sono de que não precisa de muito para sentir felicidade e plenitude. Bastaria uma entrega e união com o espírito da natureza “Eywa”, com Gaia, a mãe Terra, que hoje só agoniza diante de tantas ações agressivas.
O homem (enquanto indivíduo, instituição, poder político e econômico) ver e tem a natureza apenas como um empecilho e não como o maior de seus bens, ou melhor, a maior ordem para sua existência.
texto originalmente escrito em 25 de abril de 2010.