Denominados de os "caras lavadas" - o movimento estudantil brasileiro do século XXI pensa com menos poesia e com mais praticidade; questões mais utilitárias. Sem muito interesse partidário, os protestos foram menos políiticos, mais anárquicos (?); bagunceiros(?); com propostas mais individualizadas, sem nacionalismos. Foi assim o movimento dos universitários da UnB, desencadeando na renúncia do Reitor Timothy Mulholland, por falta de transparencia em sua gestão e uso impróprio de recursos públicos.Na Bahia, em 2003/2004, houve grande mobilização de estudantes universitários soteropolitanos que se juntaram aos secundáristas. Após pautas reivindicátorias junto a Universidade e na grande mídia, invadiram e ocuparam a sede da Reitoria da UFBA e fizeram imensas barricadas humanas nas maiores avenidas da capital baiana, estrategicamente parando a cidade por horas. O movimento teve repercussão nacional e várias solicitações foram atendidas, como assistência médica aos graduandos e pós-graduandos, segurança nos campis, alimentação no restaurante universitário e direito a transporte público nos fins de semana para todos os estudantes.
Ainda pleitea-se a Reforma Universitária, o direito por uma universidade pública, gratuita e por um ensino de qualidade.
fonte da foto: http://www.terra.com.br/istoe/

Um comentário:
Oi Evanir!
Adorei teu blog!Tem o teu jeito, daí é gostoso de ler! Parabéns!
Eu "fui" do movimeto estudantil de antes,na década de 60 e 70...tempos em que aos 17 anos, se lia Sartre e Beauvoir! Em maio de 68, eu discutia a Revolução Cultural, aqui mesmo em Fortaleza...passados 40 anos, eu estava na UNB, agora neste mês e andei por entre as ruas do Campus, em plena confusão da Reitoria. Francamente, posso te afirmar: nos éramos mais judiados pela ditadura, mas, éramos mais ligados!Ou será que éramos mais educados?
Mas de uma coisa eu tenho certeza: é bom fazer parte da história!
beijos e sucesso no blog
Célia Augusta
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