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sábado, 7 de junho de 2008

Natureza se manifesta (e alerta?)

Noite. Chuva. De repente...
A terra parecia falar, ou melhor, gritar.
(medo)
Naquele instante parecemos tão pequenos, tão frágeis! Embora rodeados de tanta tecnologia e tanta cientificidade das coisas.
O tremor a cada investida parecia alarmar. Com força extraordinária parecia mostrar contrariedade e raiva. (chega!)
Provocava uma involuntária retrospectiva.
Tentar lembrar o que foi "realizado" durante o dia!... Mais um dia, outro dia, transformando tudo que está ao alcance ou cultuando reproduções que só sepultam a longevidade.
Clarões noturnos alertam (sugerem com sensibilidade, emotividade) o que não deveria mais continuar e se espalhar: a discórdia, o desperdício, o desrespeito ao meio e ao homem... E que ironia, pessoas neste instante a pedir perdão, seria o "fim do mundo" ou "juízo final" ou resposta a ação do homem?
Quem nunca fala, erra! Quem nunca usou da liberdade de expressão também!
E as pessoas continuam a:
Retirar árvores dos quintais,
A matar passarinhos,
Lavar (para que?) calçadas,
Jogar a latinha de cerveja da janela dos seus carros (que nobreza da elite (?), "é para deixar para os catadores")???????????
Desperdiçar água (em um estado que possui cerca de 90% de seu território de solo semi-árido, sem condições naturais de acúmulo de águas pluviais),
Não raciocinar e ser mais um (= padrão),
A desnudar dunas para construir mansões de segunda residência,
A construir paraísos turísticos que isolam comunidades pobres do seu entorno,
A instalar resorts que cultuam uma cultura nada local (para que? se os "senhores" desejam mais um "não lugar"?),
A não atentar que a produção de alimentos já não supri a demanda humana,
A aceitar o concreto a substituir, ainda, a cobertura vegetal dos espaços,
A consumir e preservar menos o que possui,
A subutilizar os espaços públicos,
A se acostumar com a miséria e a avareza,
A negar a pobreza e a fome,
A individualizar suas vontades e necessidades,
(suspiro) tantos e tantos.
Enfim, amanheceu o dia, manhã de sol! Passou o dia 5 de junho! Ufa! Foi somente um sonho? Ah, ta! Foi um pequeno fator meteorológico que assolou aos céus noturnos da cidade de Fortaleza (terra do sol e do turismo), capital do Ceará (terra promissora de negócios, boa para instalação de indústrias - siderúrgica e refinaria), do Brasil (que possui uma das maiores reservas naturais do mundo e de extração de sua madeira) Ah, ta!
Não esqueçamos, A terra está viva!

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