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sábado, 7 de junho de 2008

O Turismo no Ceará e os Guias de Turismo

A convite do Presidente do Sindicado de Guias de Turismo estive presente durante dois dias ao Encontro da categoria no auditório do Centro Cultural Dragão do Mar. Como profissional da área, bacharel em Turismo, com formação técnica em Guia de Turismo e ex-coordenadora do curso de formação deste profissional, posso perfeitamente compreender as angústias e apelos dos Guias presentes no encontro.
O convite teve com objetivo inteirar-me acerca do segmento de receptivo e guiamento, para contribuir com o planejamento estratégico do Sindicato através de uma análise externa compartilhada entre academia e visão do mercado contemporâneo do turismo no Ceará. Assim, traçar novos objetivos e novas metas.
Existe um esfacelamento da classe e uma ainda supremacia da política dos agentes de viagens e de seus interesses comerciais ante a vontade de muitos guias de turismo. Onde a base conceitual do que se caracteriza como turismo sustentável é subjugada pelos interesses dos agentes e de uma política pública de Estado equivocada, mercantilista e elitista.
Sem muito aprofundamento, acredito que o inicio das mudanças já teve início quando se discutiu durante o Encontro a temática de turismo cultural e não o turismo praticado e ainda vendido pelo poder público turístico cearense, o turismo de “sol e praia”.
O trabalho de planejamento do Sindicato será árduo e estrutural; contemplando estudos imediatos da legislação e de articulação política. Uma forma de mudança e de enfrentamento a hegemonia das agencias é o fortalecimento do Sindicado que representa a classe.
Não é de hoje que coloco em minhas falas sobre planejamento turístico; acreditar que a categoria Guia de Turismo deveria ser ouvida, consultada e inserida nas equipes multidisciplinares responsáveis por projetos e planos de desenvolvimento turístico municipais.
Aguardemos mudanças que possam contribuir para um turismo sustentado, e não a continuação de uma prática que pode levar a exaustão principalmente dos recursos naturais que subsidiam a existência do turismo de “sol e praia”.

2 comentários:

Celia Augusta Lopes Ferreira - Duquesa do Tipi, Baronesa do Cratinho de Açúcar, Consóror de Honra Efetiva da Confraria Gastronômica do Barão de Gourmandise disse...

Evanir querida
Eu estava a comentar sobre essa noticia quando o bloguer deu uma parada e assim perdi tdo que havia escrito. Mas, volto a te enviar o que penso sobre isso tdo...essa ruptura que existe em toda associação, sindicatos etc é muito comum em nosso país. No entanto eu sou um GT que ao requerer minha carteira na Embratur,há época, estava com inúmeros trabalhos em agencia receptiva e perdi a data limite. Recorrendo aos de direito, a mim foi dito que apesar de ter "direito adquirido" não poderia entregar a doc sem antes passar por um curso. Enfim, esse fato, jamais me distanciou do sindicato, coisa que parece que é contínuo por lá. Quando eu resolvi escrever sobre associatismo eu percebi o quanto é necessário ações como as que vc e Paulo Probo estão a fazer. Parabéns, tracem estratégias, busquem parcerias, e vão em frente. Posso ajudar em algo??? de longe estou a fazer o que posso, pois como a Prfa Balestreri defente, "todo turismo tem que ser cultural"...Eu como contadora de histórias ainda acrescento: Quando o "vale sol" surgiu lembro-me que disse:ué porque não dá outras coisas, como por ex um vale museu? E agora surge o "vale sol" versão 2008...de nooovoo???? Sabe que acho???requalifiquem os diretores de agencias, requalifiquem os promotorees de turismo pelo amor de DEUS!!!!!!!!
cheiros no coração !!!!!

Celia Augusta Lopes Ferreira - Duquesa do Tipi, Baronesa do Cratinho de Açúcar, Consóror de Honra Efetiva da Confraria Gastronômica do Barão de Gourmandise disse...

+ Uma coisa
Desculpa que sairam uns errinhos de digitação...mas, parabéns, longa vida e conte comigo!