Depois de ficar arrepiada com a beleza do espetáculo da Cia de dança carioca, em “Aquilo de que somos feitos”, na programação do Palco Giratório Brasil, em abril, retornei ao Theatro José de Alencar para assistir no último dia 20 (sexta passada) o monólogo “Uma flor de dama”.
O espetáculo de teatro tem a criação e interpretação do cearense Silvero Pereira (premiado no festival de Guaramiranga). O ator interpreta um travesti que durante a madrugada chega a um bar (ou cabaré), onde dialoga com outro personagem (imaginário). No decorrer, o travesti conta sua vida e suas angústias, suas relações familiares, amorosas e sociais. Excelente! O ator realmente surpreende; contaram-me que o texto foi gestado e aperfeiçoado por pesquisa de quase sete anos. O espetáculo mostra o lado trágico cômico da vida cotidiana, alegre e sofrida dos corajosos travestis; fala sobre amor, dor, morte, preconceito e rejeição.
“Uma flor de dama” possui cenário simples, mas inova quando antecede a trama com a dramatização musical por vários travestis, levando ao tablado do porão Edith Piaf, dentre outras grandes musas internacionais. Adorei!
Este espetáculo aconteceu no porão do TJA, na programação “Fora de Hora”; o último que assisti no porão foi o “Dois por Dois” (maravilhoso!), a época da Escola de Direção Teatral (tempos do Neto, foi muito bom trabalhar com ele).

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