A GOTA
Neblina ao longe de uma bela manhã
O toque que não toca
riso de plenitude
de um olhar desnudo
E essa imagem que em nada se iguala a outras imagens do passado
fora do padrão, fora do foco
Não há motivos para deixar a gota insistentemente a gotejar.
Deixe-se quieta.
Enquanto isso,
outras gotas mais espertas já sabem o caminho
ou já o percorreram antes,
formando rios, ainda na esperança, procuram o mar.
E o Mar, as vezes revolto, as vezes calmaria
com prudência impede que suas águas misturem-se as águas de antigos rios, das antigas gotas
ou das gotas de novos rios
O momento agora é somente do mar, em toda sua imensidão
Em si se basta, não quer mais tormentas.
Um antigo farol, fiel ao próprio propósito, ainda orienta suas águas
E isto no momento lhe basta.


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