Quem sabe não é outra a direção?
Vira e volta, sinto que preciso rever o caminho. Sinto que preciso ter coragem até para enfrentar essa “revisão”. Acho que posso surpreender (-me): o percurso feito até o momento; refazê-lo em nova direção.
Há seis anos sinto certo movimento interno a me impulsionar à mudança, a questionar-me. Mas que mudança? Tento enxergar os sinais. O que fiz? O que quis e não fiz? O que preciso fazer.
Desestruturação para estruturação.
Morte para renascimento.
Destruição para construção.
As mudanças “astrológicas” dos sete anos.
E dizem que essa busca é eterna. Rs! E individual, e no seu tempo!
Agora a necessidade não está mais latente. Acho que a sensibilidade e maturidade reclamam a esse novo olhar.
Após tanto tempo... Ter tanto tempo para o trabalho e tanto tempo de lazer no trabalho. Repenso.
Os mais próximos esperam e aconselham uma mudança.
Meus lazeres... um exercício para me perceber lá traz. Retomá-los num resgate de memória antes de iniciar o caminho trilhado até hoje.
Ah, que saudade dos meus desenhos! Andar de bicicleta, jogar damas, xadrez, jogar frescobol.
E o trabalho que não fiz? Da arte em tentar fazer publicidade, propaganda e minhas caricaturas. Ser roteirista e trabalhar com produção de cinema! Lembro ainda da vontade de salvar o mundo, de ser uma pacifista, ser voluntária na África (me tornei uma “workaholic”, uma “workwoman”! stressada! “pavio curto”, exigente e perfeccionista) – um contra-senso para quem desejava ser uma pacifista voluntária.
Ainda há tempo para a superação e um novo caminho.
A retomada é solitária e pessoal.
Tomando emprestado da Sonia, que também já me pediu para refletir sobre meu pedido interior “Todos nós temos sonhos. Eles estão impressos algures, dentro de nós. De vez em quando vêm à superfície solicitando-nos que os tornemos exteriores a nós, pedindo-nos que os levemos a cabo.” Acho que não estou conseguindo mais adiar as circunstancias nem enganar a mim mesma. rs!
Naturalmente a mudança virar.
Sem tropeços e com vontade de plenitude.

Nenhum comentário:
Postar um comentário